Avesso do Avesso

No mais descompassado ritmo da vida, encontro-me avesso aos meus sonhos e desejos! Simbolizando a maldade de uma criança errante e a braveza de um ser itinerante. Levo comigo o aconchego de um cobertor em noite de névoa e a alegria de um palhaço problemático que não pode deixar de sorrir pra platéia. Imploro e luto pela felicidade a todo custo! Ainda acredito no amor! Por isso é no avesso do avesso de um avesso que você pode me encontrar...

segunda-feira, agosto 21, 2006

Certinho é a vovózinha!

Aonde parei não sei, so sei que me encontrei!

O primeiro filho e o primeiro neto de uma família politicamente correta seria capaz seguir a mesma tradição conservadora; cheia de preceitos, tabus e costumes moldados para um idealismo utópico se não fosse quebrada tais barreiras.
Uma criança quase perfeita, católico ao extremo, de ter que ir a missa todos os domingos, dá a bênção a todos os seus parentes, e cumprimentar todos a sua volta. Um sobrinho afável, neto cordial, filho obediente, afilhado dedicado, um aluno exemplar... Um ponto de referência que conduzia a perfeição de um todo, pois cumpria toda uma cadeia hierárquica familiar tradicional.
Falava com todos e abria o livro de sua vida, onde permitia mesmo sem querer que cada pessoa pudesse escrever um capítulo e dá seu palpite a respeito do futuro desse jovem.
Render-se-ia a dar satisfações de sua caminhada a todos e se não andasse na linha seria uma decepção para família, quase um excomungado.
Como ele, poderia existir um ou outro, mas melhor do que ele, nenhum. Era um espelho da vaidade e ao mesmo tempo um canteiro de humildade onde se fazia o que estava escrito nas regras.
Depois a vida lhe ensinou qual o caminho deveria seguir, e que pra ser feliz bastava ele fazer somente as coisas que o julgava certo, sem ter que pedir permissão ou temer o castigo de alguém.
Ele foi desviando o seu caminho, não para o lado do mal, mas para o lado de onde achava que deveria estar. A distancia foi quebrando os muros que impediam de prosseguir na sua jornada.
Ele começou a ver a vida por outros ângulos, e alcançou sua independência emocional quebrando sua cara várias vezes, mas aprendeu com essas adversidades!
Enfrentou duras críticas ao reformular sua personalidade ou quem sabe adquirir sua identidade, já que antes era moldado a viver como um animal silvestre.
Ingerir bebidas alcoólicas era dar uma punhalada no peito de seus entes e ascender um cigarro seria sem dúvidas um cala-boca para sua família, pois o certinho jamais poderia colocar um cigarro na sua boca. Assim o fez!
A necessidade de freqüentar lugares diferentes, obscuros e característicos de um submundo o fez romper o medo.
Festas, baladas, musicas passou fazer parte de sua nova rotina.
Sentiu necessidade de ter novas amizades. Sua cabeça não era a mesma de antes e não dava mais pra conviver numa classe extremamente conservadora.
E assim seu barquinho foi sendo conduzido, com sua cabeça mais aberta, uma visão de vida e percepção de existência jamais contestável, descobriu que a vida não espera por quem para no meio da estrada. Correu atrás do que se queria, lutando e batalhando por seus ideais. Sofrendo e chorando muitas vezes, mas aprendendo com a vida!
É um eterno apaixonado pela boemia, mas nunca foi feliz no amor, assim procura colocar outras coisas como prioridade na sua vida e ficar na espera da pessoa que pode amolecer seu coração que tanto já chorou por ser enganado e decepcionado pelos súbitos amores e de paixões amargas.
Hoje ele é visto como um mutante ou a ovelha negra que se perdeu das brancas por alguns, mas para outros ele não deixou sua simplicidade e seu carisma, continua atencioso, responsável, amigo leal e cordial. Seu rosto continua estampado com seu sorriso e isso prova que sua independência ou qualquer mudança na sua vida veio pra melhor.

terça-feira, agosto 08, 2006

Uma música que fala sobre amor!

Uma das maiores virtudes do ser humano é amar...
Uma dádiva é ser correspondido...
Descobri sem querer uma música do Marcelo Camelo (Los Hermanos) que é se assemelha bastante às minhas conclusões sobre o então sentimeto amor...
Assim que o amor entrou no meio
O meio virou amor
O fogo se derreteu
O gelo se incendiou,
E a brisa que era um tufão
Depois que o mar derramou
Depois que a casa caiu
O vento da paz soprou!

Clareou,
Refletiu,
Se cansou do odio
E viu que o sonho é real
E qualquer vitoria é carnaval, carnaval, carnaval...

Muito além da razao
Bate forte emoção,
Ilusao que o céu criou
oOnde apenas o meu coracao amará, amará...

O amor não se tem na hora que se quer
Ele vem no olhar.
Sabe ser o melhor na vida
E pede bis quando faz alguem feliz.

Vem aqui, vem viver
Não precisa escolher os jardins do nosso lar
Preparando a festa pra sonhar, pra sonhar, pra sonhar.

Faça chuva, vem o sol
Em comum o futebol
Deu você e o nosso amor
Convidando as mágoas pra cantar, pra cantar, pra cantar.


O amor não se tem na hora que se quer
Ele vem no olhar.
Sabe ser o melhor na vida
E pede bis quando faz alguem feliz.