Avesso do Avesso

No mais descompassado ritmo da vida, encontro-me avesso aos meus sonhos e desejos! Simbolizando a maldade de uma criança errante e a braveza de um ser itinerante. Levo comigo o aconchego de um cobertor em noite de névoa e a alegria de um palhaço problemático que não pode deixar de sorrir pra platéia. Imploro e luto pela felicidade a todo custo! Ainda acredito no amor! Por isso é no avesso do avesso de um avesso que você pode me encontrar...

quinta-feira, março 15, 2007

“Eu lembro beijos, blues e poesia.
O sal na pele, você me lambia
E eu dizia: Oh baby, I love you
Eu lembro a cara que você fazia
Será que eu lembro o que não existia?
Você dizia: Oh baby, I love you"
(Beijos Blues e Poesias - Marjorie Estiano)

“Aquele gosto amargo do teu corpo, ficou na minha boca por mais tempo, de amargo então salgado ficou doce, assim que o teu cheiro forte e lento... Fez casa nos meus braços e ainda leve, e forte, cego e tenso, fez saber que ainda era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero e desafio o instinto dissonante. a insegurança não me ataca quando erro, e o teu momento passa a ser o meu instante... E o teu medo de ter medo de ter medo, não faz da minha força confusão, teu corpo é meu espelho e em ti navego, e eu sei que tua correnteza não tem direção.Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos,É o mal que a água faz quando se afoga e o salva-vidas não está lá porque não vemos”
(Daniel na cova dos leões – Renato Russo)

terça-feira, março 06, 2007


Recomeço
Tudo voltou ao normal, a paixão veio novamente à tona, e dessa vez com toda força que nela habita, reestruturando o vazio deixado em nossos corações quando estamos distantes dos olhos. O tempo foi suficiente pra provar que nosso sentimento não era passageiro, reafirmou nossa força, nosso desejo, nosso poder! Agora somos metade, ou um complemento perfeito, onde sua metade está em mim e em você encontra-se minha outra metade, e assim, juntos formamos um só ser...

“Que nosso amor não seja como a lua que apesar de bonita, muda de fases, mas que ele seja como o mar que além de lindo é infinito!”

"Ainda bem
Que você vive comigo
Porque se não
Como seria essa vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto de amar, de amar
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte
Neste mundo de tantos anos
Entre tantos outros
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.
Entre tantos outros
Entre tantos anos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor."
(Ainda Bem - Vanessa Da Mata)

quinta-feira, março 01, 2007

“Mas se você achar que estou derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados, por que o tempo, o tempo não para...”


Com a mais fria sutiliza, fantasiada pela fuga de omissões e fatos ilusórios, descobri com quantos paus se faz um barco! Lamento, mas me oponho a revidar os mal-amores devotados a mim! Sou mais forte que isso, e não vou baixar minha cabeça!
Não vai ser por ter ficado quase dez dias a mercê de uma decisão, que somente hoje veio à tona, envolvida o mais sincero “não”; que vou tirar o sorriso dos meus lábios, estes valem mais que isso, eu sei... Ainda tenho pra quem sorrir! Aliás, completaria hoje, dois meses de mera ilusão unilateral, fato consumado, onde de mim habitava sentimento; enquanto da outra parte, curtição (ou um experimento frustrante).
Fui um vencedor, sem dúvidas, pois jamais consegui ser tão flexível como fui nesses últimos dias; soube lidar com o tempo e com a espera de forma bem harmoniosa. Até deixei meu orgulho de ser humano de lado, para tentar voltar atrás, mesmo contrariando meus princípios utópicos...
Agora estou livre, ou melhor, quase livre, porém com a cabeça em paz! Posso me dedicar a quem tanto insistia pelos meus carinhos! E se o acaso bater na minha porta outra vez, com certeza a casa não será mais a mesma, pois não acreditarei mais em tudo e nem começarei mais nada por impulsos fervorosos!


Codinome Beija-flor (Cazuza)

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor!