Avesso do Avesso

No mais descompassado ritmo da vida, encontro-me avesso aos meus sonhos e desejos! Simbolizando a maldade de uma criança errante e a braveza de um ser itinerante. Levo comigo o aconchego de um cobertor em noite de névoa e a alegria de um palhaço problemático que não pode deixar de sorrir pra platéia. Imploro e luto pela felicidade a todo custo! Ainda acredito no amor! Por isso é no avesso do avesso de um avesso que você pode me encontrar...

quinta-feira, dezembro 28, 2006

"O Tempo faz tudo valer a pena,
E nem o erro é desperdício!
Tudo cresce...
E o início deixa de ser início,
E vai chegando o meio...
Aí começo a pensar quer nada tem fim, nada tem fim..."
(Ana Carolina – O Avesso dos Ponteiros)


De fato, o tempo é portador de encontros e desencontros. O mesmo senhor dos dias... Traz-nos respostas precisas e amadurece nosso pensamento. Ajuda-nos na tomada de decisões. Apaga remorsos. Destrói afetos... Nos faz perecer no esquecimento, mas o mesmo tempo nos traz a gostosa lembrança! Enfraquece nossas forças, mas ao decorrer também nos fortalece.

Não diferente de outras ocasiões, minha vida segue o seu rotineiro curso: solteiro, porém nunca sozinho!
Às vezes dou longos passos adiante, mas de repente recuo!
Penso que encontrei o que procurava, mas depois vejo que foi mera ilusão...
Melhor para de pensar e cessar a procura, pra não gerar expectativas mais tarde frustradas, e entregar ao senhor tempo todas...

segunda-feira, dezembro 18, 2006

“Somos grandes para entender, mas pequenos para opinar”

Sim, caberia a eu entender tudo e aceitar todo percurso de uma situação que foi conduzida pelo destino, sem nada premeditado, mas com diálogo e sinceridade. Com meu coração regado por um sentimento tão forte, sublime e exageradamente entorpecido pelo teu medo, digo que é quase impossível!
As rédeas de minha vida ficaram curtas para tomar uma decisão catastrófica e sem explicação: esquecer-te! Não, isso jamais... Impossível, pelo menos por enquanto!
Não sou de camuflar meus desejos, principalmente os mais insanos.
Não sou de calar, pois minha voz num misterioso silêncio grita baixinho por teu nome.
Os meus lábios molhados pedem demasiadamente os beijos teus...
Meus braços se formam em “C” para te apertar por longos e incansáveis minutos...
O meu pequeno coração que já não é mais somente meu, segue um compasso bem mais acelerado e palpita incontestavelmente por você...
Os meus olhos querem fotografar as mais belas formas do seu corpo em frações de segundos...
Meu olfato quer sentir o cheiro que você exala...
Mas o meu cérebro insiste em não tirar você da minha cabeça!!!


“Nós já temos encontro marcado,
Eu só não sei quando
Se daqui a dois dias, se daqui a mil anos.
Com dois canos pra mim apontados
Ousaria te olhar, ousaria te ver
Num insuspeitavel bar, pra decência não nos ver
Perigoso é te amar, doloroso querer.
Somos homens pra saber o que é melhor pra nós,
O desejo a nos punir, só porque somos iguais.
A Idade Média é aqui!
Mesmo que me arranquem o sexo, minha honra, meu prazer,
Te amar eu ousaria,
E você, o que fará se esse orgulho nos perder?
No clarão do luar, espero
Cá nos braços do mar me entrego
Quanto tempo levar,
Quero saber se você é tão forte
Que nem lá no fundo irá desejar(...) (Avesso – Jorge Vercilo)

domingo, dezembro 17, 2006

Medo de tentar ser feliz!

Todos nós, somos cercados pelo medo. O medo é, sobretudo, um estado de transição que leva uma pessoa a bloquear seu desejo por alguma coisa. Desde criança adotamos a postura do medo para talvez nos proteger ou nos resguardar. Quem nunca teve medo do “bicho-papão”? Uma espécie de fantasia que geralmente os próprios pais deixam amadurecer na cabeça de seus filhos para coibi-los e limitar suas ações.
Medo de altura, medo de lugares fechados, medo do escuro, medo de seres de outros planetas... Enfim, milhares de medos permeiam nosso cotidiano de várias formas. Mas hoje prefiro delimitar sobre outro tipo de medo: “o medo de tentar...”.
Já dizia o grande William Shakespeare: "Nossas vidas são traidoras e fazem nos perder o que poderia ser nosso se não fosse o medo de tentar". O medo vem presente em tudo e em todos, impedindo-nos de tomarmos certas decisões, atrapalhando nossa vida e, contudo deixando-nos receosos. Abrimos mão de nossos valores, costumes, mas nem sempre abrimos mão do medo.
Hoje fui acometido por uma grande ironia do destino que me deixou também com medo. Medo de tentar se feliz, de enfrentar qualquer barreira para conquistar um espaço no coração de uma pessoa aparentemente maravilhosa. Mas vou ser persistente e não vou dá as costas pra realidade, enfrentarei tudo e todos pra não deixar escapar uma pessoa tão boa que a partir de então tomou conta de uma fatia bastante significativa no meu coração!

Pra essa pessoa deixo uma canção:
Casa Pré-Fabricada (Marcelo Camelo – Los Hermanos).

Abre os teus armários eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo.

Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca mais

Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nesta espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota.

Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca mais.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

13 de Dezembro – HOJE!

Hoje é o dia do Tales
Meu dia!
Só meu e de mais ninguém...
Posso dividi-lo com quem quiser...
Talvez com as pessoas mais importantes da minha vida!
Hoje é o dia do Tales!
O Feliz dia do Tales!
O dia que aquele Tales feliz vai fazer questão de abraçar todos!
Hoje ninguém vai torrar minha paciência, nem me aborrecer!
É dia de ver cores, de sentir cheiros, de sorrir...
Hoje vou cruzar muitos caminhos, receber muitos afetos...
Vou ser até um pouco egoísta, pois vou insistir em avisar: este dia é só meu!
Tente me entender...
Esperei 365 dias pra sentir o doce deste dia...
Feliz dia do Tales!!!

terça-feira, dezembro 05, 2006

Já que não dá pra mudar o começo, eu posso mudar o final!

Alonso era um rapazinho triste que passava sua vida construindo castelos, mas sempre vinha um vento bem forte e destruía sua arquitetura. Ele já estava cansado de refazer tudo, até que um dia, daqueles bem e chuvosos, pisando na terra molhada, ele descobriu o porquê das suas mal fadadas engenhocas. Alonso viu que na terra seca era impossível segurar uma arquitetura tão bela que ele mesmo projetava. Percebeu que deveria fincar bem sua estrutura no subsolo, pois somente com uma base estável seu castelo se tornaria viável e nenhum vento destruiria.
Um belo dia, quando ele já estava com seu castelinho quase construído, Alonso recebeu uma visita inesperada; era uma grande paixão da sua vida, que há muito não lhe dava notícias desde o abandono. Ele recebe-a com o coração puro, cheio de saudades e apresenta seu castelo àquela que tanto devotava sublime sentimento. Convida pra sentar e tomar um chá e ela de mansinho vai se instalando castelo de Alonso.
Para Alonso, tudo parecia está mudado, e ela paulatinamente foi ocupando espaço no seu castelinho. Dias depois Alonso percebe as paredes de seu refúgio esburacadas, sujas; as portas e janelas entranhadas de tanta teia de aranha, os móveis empoeirados, quebrados; faltava zelo. Tudo estava diferente de quando Alonso havia construído, parece que sozinho, seu castelinho era bem mais cuidado, e decidiu, mesmo contra seu coração, que sua amada já não somava mais nada na sua vida, nem da sua própria morada ela conseguiria cuidar, e com muita dor no peito mandou-a ir embora.
Hoje Alonso está trocando as chaves das portas, recuperando as paredes e os móveis, e percebeu que mesmo sozinho é possível ser feliz!